Desde que a Marvel resolveu abrir um estúdio cinematográfico, ela vem garantindo uma boa safra de filmes baseados em quadrinhos de Super-Heróis. Com os sucessos Homem de Ferro 1 e 2 e o sucesso relativo do Hulk 2, A Marvel Studios se prepara para lançar os filmes do Thor e Capitão América, preparando o terreno para o filme que será a maior reunião de super-heróis já feita no cinema, o filme dos Vingadores.
Mas e a quanto anda a Distinta Concorrência?
Cinematograficamente, a DC/Warner estão com sérios problemas para implacar filmes de super-heróis que possam culminar em um filme da Liga da Justiça. Eles precisam emplacar um blockbuster do Superman e também um do batman, após o término da trilogia do Nolan. Isso sem contar Flash, Mulher Maravilha e Aquaman, mas convenhamos, com tantos personagens, o foco ficará nos 2 famosos, o resto será coadjuvante de luxo.
Não será um trabalho fácil, e com (IMHO) o quase certo fracasso do filme do Lanterna Verde, temo que um filme da equipe não saia antes de 2015.
Mas sinceramente, QUEM CARGAS D'ÁGUA PRECISA DE UM FILME LIVE ACTION DA LIGA DA JUSTIÇA, AFINAL?
Agora que expeli um pouco do meu estresse semanal, gostaria que vocês dessem uma assistida nos dois vídeos abaixo:
Bom, provavelmente a maioria de vocês já captaram aonde eu quero chegar, mas vou aproveitar e colocar mais um vídeo, simplesmente pelo fator de fodacidade dele:
(nota: tinha esquecido o quanto este trailer é sensacional!)
Os dois primeiros vídeos são do jogo DC Universe Online, e o terceiro é do vindouro Batman: arkham City, ambos do Playstation 3. Todos eles são de uma qualidade tecnica e dramacidade excelentes.
Após a divulgação destes vídeos, em praticamente todos os fóruns de quadrinhos que visito teve quem falasse: "porque que a Warner não desiste de fazer um filme com atores reais, e investe em um longa metragem de alta qualidade em CG?". E eu acho que estas pessoas tem toda razão!
Veja bem, tenho certeza que fazer um filme dá muito trabalho. E um filme Blockbuster, cujo orçamento passa fácil dos 150 milhões de Obamas, o trabalho deve ser muito maior, pois um filme cujo orçamento é maior que o PIB de alguns países africanos tem a obrigação de dar lucro.
Fazendo uma animação em CG de alta qualidade não teria muitos dos problemas de uma produção convencional. Por exemplo, alguns dos problemas que filmes com atores enfrentam, e que uma animação em CG tiraria de letra:
Problemas em encontrar locações;
Problemas em pagar salários milionários aos atores;
Problemas de figurino, pois muitos dos uniformes dos personagens não funciona muito bem na vida real (exemplo claro é o uniforme da Mulher Maravilha, que lembra tudo menos uma princesa das amazonas);
Problemas em encontrar atores com aparência e porte físico semelhante aos personagens dos quadrinhos. Isso é particularmente complicado, pois os personagens de quadrinhos são muitas vezes idealizados com padrões de beleza e porte físico sobre-humano;
Problemas em gerenciar o ego imenso (diria até sobre-humano) de alguns atores, que frequentemente exigem alterações no roteiro (Sean Connery, estou falando de você!), ou pedem mais tempo em tela e um papel de maior importância (ex: Halle Berry em X-men 3);
Problemas com a continuação do filme, pois não é fácil manter atores interessados, em forma, etc;
Vendo agora a lista, percebo que grande parte destes problemas se resume a atores. Mas aí alguém vai falar que atores são grandes chamarizes de público. Concordo, mas isso pode ser aliviado, podem fazer o design dos rostos dos hérois para se assemelharem com os atores da moda, e chamarem os mesmos para fazerem a dublagem.
A única preocupação que deveriam ter é para não fazer o CG dos personagens realista demais, ou a animação vai caminhar pelo Vale da Estranheza. O ideal é replicar o traço de algum desenhista famoso, como no caso dos vídeos do DC Universe Online, que replica o traço do superestimado Jim Lee. Creio eu que o terceiro vídeo também é baseado nos desenhos dele (o primeiro game é), mas o design é tão realista que assistindo o filme, às vezes tenho dificuldade em dizer se são atores reais ou não.
Infelizmente, a maioria das animações em CG são estilizados e voltadas para a comédia e para o público infantil. Algumas são mais realistas, mas mergulham feio no Vale da Estranheza (Beowulf, Expresso Polar, Os Fantasmas de Scrooge). Acredito que uma animação de ação mais elaborada, focada em contar uma história mais elaborada faria bastante sucesso, e com certeza chamaria atenção do público em geral, e não dos Nerds.
E chegamos ao final do artigo mais inútil escrito no meu inútil blog. Porque, apesar de eu ter gastado várias linhas para explicar meu ponto de vista, nada vai mudar. De fato, acho mais fácil um meteoro extinguir a raça humana ou a Amy Winehouse voltar à antiga forma, que um produtor influente da Warner saber ler português e vir parar no meu blog, e concordar com minha opinião.
Abraços a todos, e prometo que o próximo artigo será mais útil!
Atenção: o texto abaixo contém spoilers para quem não assistiu ao filme!
Acabei de voltar da sessão do filme Homem-Aranha 3. Adianto logo que é um excelente filme, mas infelizmente ele foi inferior aos dois anteriores.
A principal qualidade do filme são as cenas de ação, que são fenomenais e mais vertiginosas que nos filmes anteriores. Os efeitos especiais não fazem feio. O Homem-Areia estava fenomenal na tela, especialmente quando ele assumiu a forma gigante no final do filme, agregando ao seu corpo pedaços de concreto, vigas, veículos e outros materiais.
Outra coisa que ficou muito boa, é o fato de que os vilões não são simplesmente maus: eles têm um motivo para agirem daquela forma, o que dá a eles uma certa profundidade “shakespiriana”. A excessão fica com o Venom, pois este não passa de uma contra-parte maligna e/ou bizarra do Homem-Aranha. Então, enquanto o Homem-Aranha tenta ajudar porque Grandes Poderes Trazem Grandes Responsabilidades, Venom não concorda nem um pouco com isso. Ele gosta de ser mau, nas suas palavras.
Temos a participação especial de Stan Lee, o criador do Homem-Aranha e também de mais uma penca de heróis da Marvel. Ele é figurinha carimbada em praticamente todos os filmes de heróis da Marvel, aparecendo em Demolidor, nos três filmes do aracnídeo, Quarteto Fantástico, e provavelmente em outros também, mas só me lembro destes ;-).
Temos também a participação de Bruce Campbell, ator e amigo do diretor Sam Raimi. Diferentemente dos outros dois filmes, em que ele teve pequenas participações (no primeiro filme ele é o apresentador da luta que fala o nome do “Aranha Humano” errado, e no segundo filme ele é o segurança que barra a entrada de Peter Parker no teatro porque ele chegou atrasado), neste filme ele tem uma participação muito mais divertida, em que ele é o “garçom chefe” (ou seja lá como se chama) de um restaurante Francês.
Outra atuação que ficou divertidíssima foi a do editor do Clarim Diário J. J. Jameson. Ele roubava as cenas em que aparecia, mesmo sendo poucas e curtas. A cena em que a secretária controlava sua raiva ficou muito cômica!
Aliás, a comicidade foi muito mais forte e evidente neste terceiro filme da trilogia aracnídea.
Infelizmente, o filme tem muitos pontos falhos em seu roteiro, que foram maquiados como “coincidências”. Aliás, este filme deveria se chamar Spider Man 3: Coincidências Improváveis. É incrível como tudo acontece ao redor do Peter Parker/Homem-Aranha. Vamos à algumas delas:
Gwen Stacy é colega de sala de Peter Parker. Quando o Homem-Aranha vai salvar um edifício que foi atingido por um guindaste, quem está lá para ser salva? Gwen Stacy. Ah! E ela também está sendo paquerada pelo Eddie Brock.
O simbionte alienígena vem para a Terra numa chuva de meteoros, sem a menor explicação. E o meteoro contendo o bicho grudento resolve cair em Manhatan, mas não em qualquer lugar, e sim próximo à Peter Parker.
De todas as igrejas de Nova York, Eddie Brock resolve ir para aquela em que, por coincidência, o Homem-Aranha está tentando se livrar do simbionte alienígena, que descobre a identidade do Homem-Aranha e e quebra ainda se torna o Venom.
O Homem-Areia, além de ser um criminoso fugitivo super-poderoso, também era acusado de ser o verdadeiro assassino do tio Ben, de acordo com “novas investigações”. Aliás, gostaria de deixar claro que essa cena, apesar de ficar bem amarrada através de flash-backs, foi totalmente desnecessária, apenas para criar uma tensão Aranha-Areia.
Aliás, o Homem-Areia não mostra à que veio no filme, fica meio perdido. Deve ter sido porque houve a inserção de Venom na trama, à mando dos produtores. Sam Raimi não gosta do personagem, e com razão, pois o Venom é um personagem tão plano quanto uma folha de papel. Mas infelizmente ele tem uma legião de fãs.
[ UPDATE ] A sim, e como esquecer do mordomo de Harry Osborn, que convenientemente esclarece todas as dúvidas na cabeça do seu perturbado patrão no que diz respeito à morte do seu pai. Se ele sabia que o ferimento tinha sido causado pelo próprio equipamento do Sr. Osborn, porque esperou tanto tempo para esclarecer as coisas?
Apesar destas falhas, o filme ainda é muito divertido e vale a pena ser conferido na telona. Com certeza teremos novos filmes do Homem-Aranha no futuro, pois o estúdio e a Marvel irão querer esgotar até a última gota desta lucrativa franquia. Contudo, acredito que um quarto filme deva demorar, pois o Sam Raimi, diretor dos 3 filmes da trilogia, deve querer ter um merecido descanso dos blockbusters e filmes de heróis. Provavelmente também teremos um elenco renovado num futuro HA 4, pois os atores não podem ficar interpretando adolescentes/jovens adultos eternamente!
Na minha opinião, o Sam Raimi deveria pegar o Bruce Campbell e filmar uma continuação para Evil Dead :-D.
Até mais!
Nota: Gostou deste post? Então conheça o meu outro blog só deste assunto, o Praticamente Inofensivo!
Hoje irei comentar sobre pirataria. Não a pirataria de arquivos de áudio, software ou de filmes, bastante conhecidos e que são sempre notícia, e sim de uma menos conhecida da grande mídia. Os famigerados “scans”, como são conhecidos as revistas em quadrinhos escaneadas e disponibilizadas na internet.
Resolvi falar sobre isso depois que li a seguinte notícia no Omelete. Nela, Dan Slott, o autor das revistas Mulher-Hulk e Avengers: The Initiative critica a pirataria de revistas, pois os autores não são remunerados. Ele está certo, mas eu fiquei matutando sobre o assunto tempo suficiente para poder gerar este post.
Eu acredito que a pirataria não exista apenas por existir. Ela possui vantagens (além do preço, mas freqüentemente é o principal diferencial) que cobrem justamente os defeitos da mídia original sem aparentemente defeitos (pelo menos para o lado do usuário).
Infelizmente, as produtoras não percebem ou não querem perceber as falhas da sua forma “analógica” de mídia e as vantagens trazidas pela pirataria digital. Elas devem simplesmente pensar: não lucramos com a pirataria, temos que combatê-la. Mas em vez disso, deveriam pensar: como podemos lucrar com a pirataria?
Como leitor ocasional de revistas em quadrinhos (tanto scans quanto as tradicionais), gostaria de dar a minha opinião sobre o assunto.
Vantagens e desvantagens do modelo convencional
O “modelo convencional” é a forma que todos conhecem: revistas impressas vendidas em bancas de revistas e livrarias. Eu sempre comprei revistas em quadrinhos, alguns anos mais que em outros. Sempre variando de gênero e editora. Então tenho um certo “cacife” para falar das vantagens e desvantagens ;-).
Vantagens
Rentabiliza as pessoas que trabalharam para você ter aquela obra. Essa é a principal vantagem. Afinal, a revista não é de graça e várias pessoas trabalharam duro para que você tivesse seus 15 minutos de divertimento em forma de 24 páginas de papel.
Ler uma revista de papel é mais agradável. É muito mais agradável ler uma revista impressa no papel que no monitor de um computador. É mais portável também, você pode ler na cama, ou no ônibus, ou na sala de aula :P.
É uma garantia de qualidade. Ao menos teoricamente, comprar uma revista vai lhe garantir ao menos que as páginas não estão faltando, ou que a tinta não está borrada, ou que a tradução tenha sido feita errada.
Desvantagens
Distribuição Setorizada. Nem sempre a revista que você almeja comprar está disponível na sua região. As editoras e distribuidoras em geral culpam as baixas vendas por isso, mas para quem compra é um pé no saco. Pior é quando você começa a comprar uma revista e ela se torna setorizada depois de algumas edições.
Preço nem sempre compatível. Sejamos realistas, não é fácil, especialmente se você for um estudante adolescente que depende da mesada do pai, gastar R$ 6,90 em uma revista em quadrinhos. Isso reduz bastante a quantidade de revistas compradas. É pior quando as grandes editoras resolvem lançar um grande evento, com dezenas de revistas interligadas. Todo ano existe pelo menos um evento do tipo. Por exemplo, ano passado houve na Marvel o evento “Civil War” com aproximadamente 100 revistas relacionadas. Além do mais, revistas em quadrinhos podem ser consideradas como “literatura para massas”. Mas por este preço pouco convidativo, ela perde esta característica, pois são poucos os que podem acompanhar.
Demora para novos lançamentos. Hoje nem tanto, mas a alguns anos atrás só existia uma editora que cuidava de distribuir quadrinhos internacionais no mercado nacional. Hoje existem mais editoras e com isso este problema foi minimizado. Contudo, ainda pode demorar meses para que determinada revista seja lançada por aqui. Ou mesmo nunca ser lançada.
Baixa qualidade das Histórias. Imagina que legal deve ser gastar R$ 6,90 em uma revista com quatro histórias, e descobri que nenhuma delas vale o papel em que foram impressas? E que tal comprar uma revista com 90 páginas, quando na verdade você só quer ler uma história de 24 páginas que é a única que você tem certeza que é boa?
Vantagens e Desvantagens do “Modelo Digital”
É claro que com “modelo digital” eu quero dizer as revistas escaneadas :P. Gostaria de deixar claro que eu não baixo revistas que estão nas bancas, apenas leio aquelas que não se encontram mais em canto nenhum, escaneadas por pessoas que querem preservar a revista. Também leio quadrinhos independentes (divulgadas pela internet pelo próprio autor). Depois deleto tudo do HD :-).
Vantagens
Preço. Provavelmente a principal vantagem, mas não a mais importante. Numa época em que informação é tão abundante, pagar um preço relativamente elevado para se ter acesso a mais informação (mesmo que seja voltada para o entretenimento, mas duvido que 90% dos usuários usem a internet apenas para estudar) pode parecer um pouco supérfluo. Não pagar é muito mais convidativo, da mesma forma que na época em que eu estudava, esperava alguém comprar determinada revista, e para depois passar para o resto da sala ler.
Muito mais acessível. Os Scans chegam muito rapidamente à internet. Em geral no mesmo dia em que saem nas bancas nos EUA. Da internet, vão para grupos que se dedicam à traduzir as revistas para outros idiomas, e depois disso elas ganham o mundo. Muito mais rápido do que esperar meses até uma editora local negocie os direitos para publicar a revista e depois a traduza.
É muito mais fácil de guardar e compartilhar. Para mim a melhor vantagem disparado. Na época em que eu comprava muitas revistas, cheguei a acumular umas 300 revistas dentro do armário, que só faziam acumular poeira. Além do mais, com o passar dos anos foi ficando cada vez mais incompleta, pois eu emprestava edições e me esquecia de pegar de volta, e a pessoa que pegou emprestada esquecia de devolver ou emprestava para aquele “amigo que vai ter muito muito cuidado” e esquecia de pegar de volta. Com a revista digital não tem este problema. Aquelas 300 revistas caberiam dentro de um CD, e eu poderia emprestar cópias para os meu amigos sem precisar me preocupar com a devolução.
Desvantagens
Não paga à quem merece. Principal problema, na minha opnião. Houve muito trabalho para aquele material fosse produzido e publicado da “maneira convencional”. É justo que elas recebam sua parte das vendas. Com o scan, elas deixam de receber pelas revistas que ficaram disponíveis gratuitamente na internet. Contudo, existe outro fator que é necessário de ser analizado. Não é porque uma pessoa é ávida consumidora de scans que ela também seria uma grande compradora de quadrinhos se por acaso os quadrinhos ficassem indisponíveis. O leitor de scans quer ler quadrinhos, e nada mais. Se a fonte de scans acabar, provavelmente ela deixaria de acompanhar a série, em vez de procurar comprar o original. Ou seja, nem sempre um consumidor de scans pode ser considerado como público-alvo.
Nenhuma garantia de qualidade. A tradução é feita por fãs, de forma gratuita. Não se pode esperar um texto sem erros de tradução ou de gramática. Alguns textos tinham até palavras e balões inteiros faltando.
Nenhuma garantia de continuidade. Os scans são feitos sem nenhuma garantia, então, não é incomum você não encontrar o final de determinada série, especialmente se ela for muito longa, ou não tiver um fim aparente, como são os quadrinhos mainstream (das grandes editoras, conhecidos como Batman, Homem-Aranha, Super-Homem, X-men, etc.). Pode acontecer do grupo de scans de dissipar, ou daquela série de quadrinhos que você acompanha deixar de ser destaque e ser esquecida, ou o site que estava hospedando as revistas ficar offline.
O dilema Scan vs. Revista tem solução?
É evidente, assim como na indústria televisiva e cinematográfica, que a indústria de quadrinhos está passando por uma crise, uma necessidade de “digitalização”. Simplesmente o modelo atual não é mais tão atual assim, muito menos o mais vantajoso, e está deixando de funcionar.
Pensei em algumas formas que, em teoria, deixariam o mercado quadrinístico mais competitivo com sua versão digital pirata. É claro que tudo que eu estou falando aqui não passa da minha opinião pessoal, uma pessoa que não tem o menor contato com o ramo editorial de quadrinhos. Então, posso errar em algumas coisas, mas na minha cabeça as idéias são ótimas ;-).
Baratear o custo das revistas em quadrinhos. Resposta mais óbvia. reduzir o preço o máximo possível, para que as pessoas em vez de gastarem R$ 6,00 em uma revista, gastem R$ 6,00 em 3 revistas. Poderiam ser lançadas edições normais, para o consumo, e edições de luxo para colecionadores. Isso já é feito, mas os preços variam de normal para caro (no caso das edições de colecionador).
Bonificar os compradores com material extra. A idéia é fazer como os DVDs de filmes. Além do filme original, você também ganha um DVD com material adicional (_making offs_, entrevistas, etc). Assim, o comprador de revistas em quadrinhos teria vantagens que leitores de scans não tem. Pode ser um cupom para juntar e trocar por camisetas, ou outros escambos. Também seria interessante passar a oferecer descontos em compras de outras revistas.
Passar a oferecer as revistas digitalmente. A minha preferida. Eu acho que o scan é um caminho sem volta, assim como a distribuição de séries e sinal de TV pela internet. A única saída que vejo é a editora parar de combater o scan e passar a produzir ela mesmo o scan, mas obtendo algum lucro com isso. Por exemplo, imagine um sistema online, onde as pessoas pagassem uma mensalidade baixa e teriam acesso a todas as revistas da editora (ou poderia haver planos diferentes com preços e quantidades de revistas variadas). Elas poderiam ler e consultar as revistas diretamente no navegador, sempre que quiserem, bastando ter uma conexão com a internet. Isso abriria a possibilidade para inúmeras outras possibilidades, como:
Criar uma comunidade em torno das revistas, onde as pessoas poderiam ler e depois comentar com outros usuários do sistema, via fórum ou chat;
Cada usuário poderia ter uma cota de “empréstimos virtuais” por mês, digamos que cinco. Funcionaria assim: todo mês o usuário pagante poderia enviar revistas para X amigos. Estes amigos na verdade receberiam um nome de usuário e senha temporários, com data de expiração de poucos dias e teriam acesso a apenas aquela revista compartilhada em particular. Pronto, inventou-se o equivalente virtual do “emprestar a revista”, sem o perigo do seu amigo nunca mais devolvê-la de volta :-P. Além disso, este amigo que foi convidado à usar o sistema por alguns dias pode se tornar um cliente em potencial;
Poderia haver um sistema de gratificação. O usuário ganharia um desconto na mensalidade ou um bônus se algum usuário que ele indicou se registrasse no sistema. Ou então poderia haver um sistema de colaboração de tradução: os usuários ajudariam a traduzir as revistas como se fossem tradutores contratados, e em troca ganhariam algo.
Ou seja, para mim, é uma opção bastante razoável transformar as revistas impressas em documentos digitais. Mas Não acabaria com a pirataria de scans. Criaria uma opção rentável, que teria algumas das características dos próprio scan. Haveria economia por parte da editora, pois não haveria impressão de revistas. Contudo, haveria um gasto extra, do servidor para hospedar os arquivos. Mas acredito que a economia seria maior que o novo custo. Além do mais, hoje já existe TV P2P, imagina se fosse inventado a HQ P2P ;-).
O sistema também poderia ter outras formas de rentabilidade, além do pagamento de mensalidade. Como a já conhecida publicidade. No site Deviant Art exibe de tempos em tempos uma página só com publicidade, enquanto você navega pelo site. Posso imagina uma página com publicidade a cada 10 páginas de quadrinhos virtual. Infelizmente seria um mal necessário.
Poderia haver uma complementação entre o modelo convencional e o sistema que eu sugeri acima. Enquanto que as revistas mais atuais estariam nas prateleiras das bancas de revistas, o sistema web poderia oferecer apenas as revistas que não se encontram mais publicadas, como se fosse um sebo virtual.
Mas tudo isso não passa de devaneios da minha cabeça… Eu acho. Ou será que já foi feito e eu não sei? Bom, se algum dono de editora de quadrinhos por acaso passar pelo meu site e resolver executar a idéia, não esqueça de me dar os créditos e uma bonificação :D.
Até mais!
Nota: Gostou deste post? Então conheça o meu outro blog só deste assunto, o Praticamente Inofensivo!