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Marcus VBP

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Balanço geral da primeira temporada de Falling Skies

Falling Skies

E aí, a série é boa? É o que vamos descobrir!

Falling Skies é uma série de ficção científica da TNT, produzida por Steven Spielberg, um nome impossível de se desassociar de dois temas Sci-Fi: Ets e Dinossauros. Curiosamente, este ano teremos duas séries com produção do tio Steven, uma abordando ets (Falling Skies) e outra abordando dinossauros, chamada Terra Nova.

Em FS (para abreviar) acompanhamos um grupo de civis e militares, sobreviventes de uma invasão alienígena que eliminou 90% da população de humanos. O grupo em questão faz parte da Resistência contra os aliens, 2ª Mass.

A série é centrada no professor de história Tom Mason e família. Boston é um dos líderes da resistência e usa seus conhecimentos em história americana em prol da batalha.

O prof. Mason tem três filhos (sua mulher morreu no ataque inicial): o caçula Matt Mason, cuja função é unicamente o sequestro emocional do telespectador, e nada mais; Hal Mason, o filho mais velho, de 16 anos (apesar do ator que interpretá-lo ter nascido em 1985 - nunca vou entender esse costume de adolescentes serem interpretados por adultos da tv e cinema americanos); e o filho do meio Ben Mason, que foi sequestrado pelos ets e trabalha para eles como um escravo sem mente.

Os Masons: Professor, Hal, Ben, e Matt, respectivamente
Da esquerda pra direita: professor Mason, Hal, Ben e Matt Mason

Para não me alongar demais no casting, os Mason são suportados por toda sorte de personagens secundários: a médica e interesse romântico do protagonista; a sobrevivente; o militar durão mas bem intencionado; o garoto-soldado; e o condenado que, apesar de dar trabalho ao grupo, acaba tendo uma chance de redenção.

Uma série com altos e baixos, mas que no final vale a pena

FS é uma super produção da TNT, e sinceramente, ela merece ser tratada como tal. Ela possui alguns  problemas em seu roteiro, e o mais comum na minha opinião é a tomada de decisões dos personagens algumas vezes são muito arbritárias, parecendo que ninguém leva muito em consideração as consequencias dessas decisões. E isso acontece por mera conveniência de roteiro.

E estas decisões arbritárias também são tomadas pelos alienígenas. Por exemplo, a 2ª Mass não é exatamente um grupo pequeno, são mais ou menos 400 pessoas, entre civis e militares, ocupando uma escola na periferia de uma cidade ocupada pelos ets. Não é exatamente um pequeno e silencioso grupo. Com certeza os aliens tem tecnologia para detectar o grupo. Mas parece que depois de exterminar 90% da população do mundo, eles perderam o interesse em terminar o trabalho.

Mas em defesa dos ets, devo dizer que não podemos esperar que aliens pensem como nós. Acredito inclusive que dentro da trama isso é proposital e que futuramente deve ser explicado o motivo do aparente desinteresse em acabar com os rebeldes.

Outra coisa que é meio cansativa na série no início é que ela é lenta e demora um pouco para gerar interesse. Não sei se por causa do tema e do cenário pós-guerra, mas eu esperava mais ação. Mas a série alcança o equilíbrio entre o desenvolvimento dos personagens, a ação e o mistério lá pelo meio da (curta) temporada.

Excelentes efeitos especiais

Um mérito de tirar o chapel para FS é que os efeitos especiais são muito bons, especialmente para uma produção televisiva. Diabos, me arrisco a dizer que os efeitos são melhores do que o de alguns filmes recentes, tipo "Eu Sou a Lenda".

Um grande acerto foi optarem por usar um boneco animatrônico do alien do tipo "skitter" para closes e cenas de interações mais lentas. Isso traz um ótimo realismo. Infelizmente a animatrônica é uma arte relevada em segundo plano, agora com a popularização e barateamento dos efeitos digitais.

Skitter, Mecha e Arreio
Da esquerda para direita: o Alien Skitter, Mecha e o Arreio

Veja bem, efeitos digitais são muito bons, especialmente para cenas rápidas de ação, mas para a geração de criaturas totalmente digitais ficam muito a dever para a boa e velha animatrônica e maquiagem. Criaturas inteiramente digitais muitas vezes carecem de peso e acabam entrando no vale da estranheza, aquela região onde algo parece real, mas ao mesmo tempo sabemos que tem existe muito errado com ela.

Perguntas a serem respondidas, mas tudo dentro do ritmo natural da trama

Após o termino de LOST, muitas séries que surgiram depois tentaram ocupar o vácuo deixado e arrebanhar seus fãs órfãos. Todas estas séries tentavam focar em alguns dos aspectos que tornaram LOST memorável, em geral tentando misturar ficção científica ou ficção fantástica com mistérios e drama pessoal dos protagonistas. Todas falharam mizeravelmente.

Felizmente a moda de ser a "próxima LOST" está passando (pelo menos eu acho). Falling Skies tem lá os seus mistérios na trama, mas não são apresentados novas perguntas a cada episódio.

Inclusive, como estou falando de uma temporada inteira, vou listar as perguntas sem resposta mais importantes até agora. Se você quer assistir a série e se importa com spoilers, pule para o próximo título do artigo.

Eu avisei:

  1. Porque os aliens precisam escravizar crianças? Tecnicamente eles tem uma força de trabalho muito superior a disposição;
  2. Porque os aliens não parecem estar dispostos a caçar os sobreviventes?
  3. Porque os aliens estão construindo estruturas gigantescas nas cidades, usando sucata coletada?

Conclusão

Chegamos ao fim do artigo e devo dizer que Falling Skies é uma boa pedida para acompanhar, se você gostar de ficção científica e tiver tempo livre para isso. Definitivamente não é perfeita e pensei em desistir dela mas no fim ela conseguiu captar minha atenção.

A primeira temporada de FS tem apenas 10 episódios. A exibição da série no Brasil estava sendo feita com 1 semana de atraso em relação a exibição americana (ei, ponto para a TNT!) então se você quiser assistir na tv vai ter que ficar ligado nas reprises. A segunda temporada já esta garantida para o segundo semestre de 2012.

A série também está disponível nos tubos da internet, para quem tiver a disposição de procurar.

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Quem precisa de um filme da Liga com atores, afinal?

Desde que a Marvel resolveu abrir um estúdio cinematográfico, ela vem garantindo uma boa safra de filmes baseados em quadrinhos de Super-Heróis. Com os sucessos Homem de Ferro 1 e 2 e o sucesso relativo do Hulk 2, A Marvel Studios se prepara para lançar os filmes do Thor e Capitão América, preparando o terreno para o filme que será a maior reunião de super-heróis já feita no cinema, o filme dos Vingadores.

Mas e a quanto anda a Distinta Concorrência? 

Cinematograficamente, a DC/Warner estão com sérios problemas para implacar filmes de super-heróis que possam culminar em um filme da Liga da Justiça. Eles precisam emplacar um blockbuster do Superman e também um do batman, após o término da trilogia do Nolan. Isso sem contar Flash, Mulher Maravilha e Aquaman, mas convenhamos, com tantos personagens, o foco ficará nos 2 famosos, o resto será coadjuvante de luxo.

Não será um trabalho fácil, e com (IMHO) o quase certo fracasso do filme do Lanterna Verde, temo que um filme da equipe não saia antes de 2015.

Mas sinceramente, QUEM CARGAS D'ÁGUA PRECISA DE UM FILME LIVE ACTION DA LIGA DA JUSTIÇA, AFINAL?

Agora que expeli um pouco do meu estresse semanal, gostaria que vocês dessem uma assistida nos dois vídeos abaixo:

Bom, provavelmente a maioria de vocês já captaram aonde eu quero chegar, mas vou aproveitar e colocar mais um vídeo, simplesmente pelo fator de fodacidade dele:

(nota: tinha esquecido o quanto este trailer é sensacional!)

Os dois primeiros vídeos são do jogo DC Universe Online, e o terceiro é do vindouro Batman: arkham City, ambos do Playstation 3. Todos eles são de uma qualidade tecnica e dramacidade excelentes.

Após a divulgação destes vídeos, em praticamente todos os fóruns de quadrinhos que visito teve quem falasse: "porque que a Warner não desiste de fazer um filme com atores reais, e investe em um longa metragem de alta qualidade em CG?". E eu acho que estas pessoas tem toda razão!

Veja bem, tenho certeza que fazer um filme dá muito trabalho. E um filme Blockbuster, cujo orçamento passa fácil dos 150 milhões de Obamas, o trabalho deve ser muito maior, pois um filme cujo orçamento é maior que o PIB de alguns países africanos tem a obrigação de dar lucro.

Fazendo uma animação em CG de alta qualidade não teria muitos dos problemas de uma produção convencional. Por exemplo, alguns dos problemas que filmes com atores enfrentam, e que uma animação em CG tiraria de letra:

  • Problemas em encontrar locações;
  • Problemas em pagar salários milionários aos atores;
  • Problemas de figurino, pois muitos dos uniformes dos personagens não funciona muito bem na vida real (exemplo claro é o uniforme da Mulher Maravilha, que lembra tudo menos uma princesa das amazonas);
  • Problemas em encontrar atores com aparência e porte físico semelhante aos personagens dos quadrinhos. Isso é particularmente complicado, pois os personagens de quadrinhos são muitas vezes idealizados com padrões de beleza e porte físico sobre-humano;
  • Problemas em gerenciar o ego imenso (diria até sobre-humano) de alguns atores, que frequentemente exigem alterações no roteiro (Sean Connery, estou falando de você!), ou pedem mais tempo em tela e um papel de maior importância (ex: Halle Berry em X-men 3);
  • Problemas com a continuação do filme, pois não é fácil manter atores interessados, em forma, etc;

Vendo agora a lista, percebo que grande parte destes problemas se resume a atores. Mas aí alguém vai falar que atores são grandes chamarizes de público. Concordo, mas isso pode ser aliviado, podem fazer o design dos rostos dos hérois para se assemelharem com os atores da moda, e chamarem os mesmos para fazerem a dublagem.

A única preocupação que deveriam ter é para não fazer o CG dos personagens realista demais, ou a animação vai caminhar pelo Vale da Estranheza. O ideal é replicar o traço de algum desenhista famoso, como no caso dos vídeos do DC Universe Online, que replica o traço do superestimado Jim Lee. Creio eu que o terceiro vídeo também é baseado nos desenhos dele (o primeiro game é), mas o design é tão realista que assistindo o filme, às vezes tenho dificuldade em dizer se são atores reais ou não.

Infelizmente, a maioria das animações em CG são estilizados e voltadas para a comédia e para o público infantil. Algumas são mais realistas, mas mergulham feio no Vale da Estranheza (Beowulf, Expresso Polar, Os Fantasmas de Scrooge). Acredito que uma animação de ação mais elaborada, focada em contar uma história mais elaborada faria bastante sucesso, e com certeza chamaria atenção do público em geral, e não dos Nerds.

E chegamos ao final do artigo mais inútil escrito no meu inútil blog. Porque, apesar de eu ter gastado várias linhas para explicar meu ponto de vista, nada vai mudar. De fato, acho mais fácil um meteoro extinguir a raça humana ou a Amy Winehouse voltar à antiga forma, que um produtor influente da Warner saber ler português e vir parar no meu blog, e concordar com minha opinião.

Abraços a todos, e prometo que o próximo artigo será mais útil!

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Conheçam meu Novo Blog Praticamente Inofensivo

Salvem amigos, como vão?

Estou sumido a muitas semanas, como meus leitores devem ter notado. O motivo foram vários, e freqüentemente combinados, mas agora eu estou voltando com uma novidade.

Depois de muito pensar, resolvi lançar um novo blog, o Praticamente Inofensivo, que será basicamente um blog de resenhas de filmes, seriados, livros, desenhos animados, música, RPG e também devo comentar outros assuntos ligados à cultura pop, coisa que eu já estava fazendo por aqui mesmo.

Este foi o principal motivo para criar um novo blog. Estava escrevendo muitas críticas de filmes que eu assisto, que o blog estava se tornando um blog de filmes, em vez de um blog sobre internet e tecnologia. Inicialmente eu não vejo problema em escrever sobre estes dois assuntos em um mesmo blog, mas acredito que fazendo esta separação será mais produtivo, pois muitas pessoas chegam aqui pesquisando sobre assuntos de tecnologia, assim como muitas pessoas vêm procurando sobre desenhos animados, por exemplo. Estas pessoas acabam entrando no blog e podem acabar cercadas de posts de assuntos que provavelmente não as interessam. Separando os assuntos em blogs diferentes provavelmente vai fazer com que os visitantes sejam melhor servidos.

Muitos devem estar se perguntando o motivo do nome. Bom, eu queria um nome que fizesse alusão ao assunto do blog (cultura nerd em geral). Depois de muita discussão com amigos, não chegamos a nenhum nome realmente marcante ou interessante. Então resolvi homenagear um dos livros da obra de Douglas Noël Adams. Eu pensei em chamar o blog de "42", ou então de "E tudo Mais" (para quem não sabe, 42 é o significado da vida, do universo e tudo mais). Só que já existiam muitos blogs referenciando o Guia do Mochileiro da Galáxia, graças ao filme recente. Então resolvi fazer uma adaptação do título do livro Praticamente Inofensiva, que também faz parte da série do Guia do Mochileiro da Galáxia, e num misto de preguiça, falta de criatividade e necessidade de inovar nasceu o Blog Praticamente Inofensivo, um blog com opiniões parciais, escritas por quem não entende.

O blog também é um pouco experimental. Primeiro, sempre quis escrever um blog junto com outras pessoas, e acho que o PI vai servir muito bem para isso. Não poderia fazer com que outras pessoas escrevessem em um blog e num domínio que leva meu nome. Mas no PI, tudo contribui para isso, especialmente porque provavelmente teremos opiniões diferentes sobre os tópicos abordados, assim haverá bastante munição para discussões.

Outro aspecto experimental, desta vez na parte tecnológica, é que tanto este blog quanto o recém lançado PI compartilham a mesma instalação do Drupal. É o que este CMS, o Drupal, tem um recurso muito interessante, chamado multisite, e ele permite que eu tenha vários sites compartilhando os mesmos arquivos em um servidor, mantendo bases de dados diferentes ou não. Ou então apenas compartilhando algumas tabelas, por exemplo...

Por exemplo, tanto este blog quanto o Praticamente Inofensivo compartilham a tabela de usuários. Isso significa que, apesar do conteúdo de ambos seja distinto, um usuário que se registre no PI já estaria registrado automaticamente neste site, e poderia fazer login aqui sem problemas (se eu permitisse que outros usuários tivessem conta aqui, lógico). Futuramente, o NH18, minha comunidade de RPG morta-viva será migrada para este formato, e assim eu criarei uma rede de sites com conteúdo distintos, mas com usuários compartilhados. uma VBPnet, digamos :P.

A vantagem deste recurso é evidente. Eu tenho três economias: a primeira é o espaço em disco, pois em vez de eu ter 3 sites cuja a instalação do Drupal, junto com módulos, ficaria em torno de 10mb, terei uma única instalação física do CMS de 10mb. A segunda é facilidade de atualização, pois em vez de eu ter que atualizar os módulos ou o core do CMS três vezes para 3 sites diferentes, eu só precisaria fazer o processo uma vez para todos os sites. A terceira é a facilidade de backup, pois além dos arquivos físicos, as tabelas de todos os sites estão dentro de um mesmo banco de dados. Com uma cartada só eu backupeio todos os sites.

Se alguém tiver interesse em aprender como se fazer um multisite com o Drupal, recomendo a leitura da comunidade Drupal-br, está tudo lá. Se você entender inglês, veja o site oficial do Drupal também, está tudo lá, só que melhor documentado :).

A sim, um detalhe importante é que eu não tive tempo de criar um tema próprio para o blog, e estou utilizando um dos temas disponíveis para o Drupal. Quando eu tiver um tempo, criarei um tema legal para ele :).

Bom, é isso. Espero que curtam meu novo blogzinho, e que a leitura dele seja divertida para todos vocês.

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