Marcus VBP

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A arte de fazer legendas e a pirataria [update 2]

31 OUT 2006

Nota: Quer mais textos sobre o assunto? Então conheça meu blog, o Praticamente Inofensivo!

Opa pessoal, Tudo em paz?

Não é comum eu escrever dois posts no mesmo dia, ainda mais um seguido do outro, mas gostaria de discutir meu ponto de vista com vocês.

A Policia Federal tem nos últimos meses intensificado o combate à pirataria de filmes e músicas, através da operação I-COMMERCE. Isso é bom, pirataria não é correto (apesar de que eu concordo que o preço atual de CDs e DVDs e também DRM não é nem um pouco correto), e mostra que a PF(Polícia Federal) está funcionando.

Contudo, pare que a mira deles não está muito apurada. Talvez alguns de vocês não saibam mas a operação I-COMMERCE fechou o site Legendaz e prendeu seu criador e mantenedor do site. Veja um pedaço do texto extraído do balanço parcial da operação :

citação:

O outro mandado foi cumprido no bairro do Rosarinho, onde reside o estudante universitário R.C.M., de 20 anos, que matinha o site www.legendaz.com.br.

O objetivo era baixar em seus arquivos produtos tais como filmes e séries estrangeiros que ainda não eram exibidos no Brasil, jogos[bb], músicas[bb], software aplicativos, reproduzindo conseqüentemente em CDs[bb] e DVDs[bb] onde eram comercializados por meio dos usuários da rede mundial de internet.

Pela mãe do guarda! Todo mundo que é usuário sabe que a única coisa disponibilizada lá são legendas para os filmes. Eles não vendem, nem distribuem material protegido pelas Copyrights.

Agora, eles estão atacando o Lost Brasil, o melhor e maior portal sobre a série Lost de toda a América Latina.

Produzir legendas não é pirataria. Eu vou explicar o por quê, e também que existem basicamente duas formas de se legendar um arquivo de vídeo.

Criando um arquivo .srt ou .sub

Esse é o método preferido por quem legenda seriados[bb] e filmes[bb]. Utilizando programas de edição de legenda, é criado um arquivo de texto com a extensão .srt ou .sub (existe alguma diferença na forma em que eles são escritos, mas ambos são arquivos de texto).

Para poder assistir o filme ou episódio com a legenda, basta ter um player que suporte legendas, como o BSplayer, RadLight, Crystal Player (todos para Windows), Mplayer, VLC Media Player e Xine (todos para Linux).

Esse tipo de legenda não é ilegal, por se tratar de um arquivo totalmente criado por fãs, sobre determinado episódio de seriado ou filme. Além de ser distribuído gratuitamente, ou seja, não há lucro com esse tipo de arquivo.

Legendando o arquivo de vídeo diretamente

Aqui é que temos um problema.

Esse tipo de legenda é muito popular entre grupos de pessoas que legendam animes (aqueles desenhos japoneses com os olhos gigantes). Esses grupos são conhecidos como fansubbers.

Neste caso em particular, o próprio arquivo de vídeo é legendado, depois é renderizado e o próprio arquivo é distribuído. Eu não gosto nem um pouco deste tipo de distribuição.

Além de realmente constituir crime (não pela legenda, mas sim por distribuir o vídeo que é protegido pelas Copyrights), o usuário que quer assistir o episódio está preso ao formato de vídeo escolhido pelos fansubbers, e também não pode escolher a resolução que melhor lhe agrade.

De uma maneira geral eles escolhem o formato rmvb, pois este tem uma boa compactação e mantém uma qualidade aceitável. Mas este não é um formato comum, é necessário o Real Player para assisti-lo. Então, se o objetivo dos fansubbers é divulgar o material, eles não estão sendo muito eficientes.

Esta é a diferença entre as formas de se legendar um arquivo. Como pode-se ver, uma das formas é realmente ilegal, mas não pela legenda em si, e sim, porque ela é distribuída com a obra protegida.

Bola fora dos responsáveis pela operação "I-COMMERCE", que são mal informados, e deveria estar correndo atrás de gente que lucra com a venda deste material. Deveria deixar os sites de fãs em paz, afinal, eles não estão fazendo nada fora da lei.

Aliás, distribuir séries também não é contra a lei.

Mais do mesmo:

Nota: Gostou deste post? Então conheça o meu outro blog só deste assunto, o Praticamente Inofensivo!

Onde está a invovação?

26 JUL 2006

Ví em alguns dias atrás uma notícia no Meio Bit de que os programadores da Adobe estariam com dificuldade de criar novas versões do plugin do Flash para Linux, devido à falta de padronização entre as distribuições.

A notícia gerou uma certa discursão no fórum brasileiro do Ubuntu. Independente de ser má vontade da Adobe, é também uma mancada da parte da comunidade de Software Livre.

Eu acredito que todos os usuários que saem do Ambiente Windows e decidem experimentar o Ambiente Linux pela primeira vez sabe do que eu estou falando. A diversidade de Distribuições é ótima, mas é necessária padronização para que os desenvolvedores de software possam ter alguma segurança quando desenvolverem programas para esse mar de Distros. e É duas vezes verdade se o Linux quiser realmente conquistar mais mercado na área de computadores Desktop[bb].

Quer um exemplo simples e facilmente percebível? Eu atualmente não tenho dificuldades em instalar programas, seja em interface gráfica ou via terminal. Se eu quero instalar um pacote .deb, posso ir no terminal e digitar sudo dpkg -i pacote.deb. Posso também procurá-lo no Synaptic e fazer a instalação no modo visual. Posso baixá-lo usando o comando sudo apt-get install pacote (o Synaptic nada mais é que uma interface para o APT). O Ubuntu Dapper Drake vem com o GDebi, e com isso também posso instalar o mesmo pacote apenas dando dois cliques nele (apesar de que o Gdebi esteja em estágio inicial e apresenta um bug ou outro de vez em quando).

Isso tudo para instalar um pacote .deb. E também temos o pacote .rpm (que são uma outra linha de distribuição). Aí nesse caso as coisas ficam mais restritas, preciso baixar um conversor de pacotes chamado Alien, e executar no terminal sudo alien -i pacote.rpm. E ainda existe o pacote .package, que visa a facilidade de instalação (e de fato é muito simples, tanto via terminal quanto no modo gráfico) e também a compilação de código, que eu acho um saco apesar do ganho de performance. Todos os programas que compilei até hoje foi usando o APT-Build, que é uma aplicação que baixa o código, compila e resolve todos os problemas de dependências.

Voltando ao Flash[bb]. pela notícia, sabemos que os usuários do Linux vão demorar um pouco a ter versões do plugin acima da 7 (a última lançada). Como "alternativa" existe uma versão do Open Source do plugin, desenvolvido por engenharia reversa (acredito que o nome seja GNUFlash, mas posso estar enganado). Mas esse plugin é lento, não atual e um pouco instável. Ou seja, estamos na mesma.

Aqui entra a segunda bola fora da Comunidade Livre, e que intitulou esse post. Existe uma grande vontade de criar versões Linux de programas Windows, ou mesmo da simulação da API do Windows para executar os programas não-nativos do Linux. Excetuando, talvez (e apenas talvez) o Wine, a maior parte destas iniciativas (como a criação do plugin Livre do Flash) seria muito mais interessante se fossem dedicadas a criar uma coisa inovadora e concorrente daquilo que se quer rodar no Linux.

O Falcon_Dark escreveu um artigo muito interessante (e longo também). Eu concordo com o que ele afirma. Executar aplicações não-nativas é uma faca de dois gumes. Se o SO roda uma determinada aplicação "alienígena" quase perfeitamente, porque que a empresa desenvolvedora se preocuparia em dispender gastos na criação de um programa nativo?

Voltando ao Flash[bb]. Neste caso, eu acredito muitíssimo que a iniciativa seria muito melhor aplicada na criação de um plugin SVG concorrente do Flash. O SVG é uma linguagem de marcação XML para a geração de arquivos vetoriais em duas dimensões. Pode ser estática ou animada, e também suporta scripts na forma de Javascript DOM. E também é um Padrão Web.

Mas porque o plugin seria só para o Internet Explorer? Bom é porque todos os navegadores de verdade já suportam o SVG. Mas aquela coisinha fétida e mofada chamada Internet Explorer 6 não (e não vi indicações de que irá funcionar no IE 7). Ele precisa de um plugin para funcionar, um plugin de 2,5mb feito por quem? Pela Adobe[bb]! Quem aqui mais acha que esse plugin não vai mais pra frente?

Mas esse plugin demoraria para ser adotado, não? Nem tanto. Garanto que pelo menos os designers que seguem os Padrões irão adotar com muito bom grado. Eu mesmo adoraria usá-lo mas não posso contar com o plugin da Adobe.

Na minha cabeça de semi-leigo, eu acho que eles poderiam até aproveitar o código-fonte aberto do Firefox para criar este plugin. Além do mais, faria com que a Adobe abrisse os olhos, e passasse a considerar fazer atualizações do plugin mais rápido o possível para não perder terreno.

Por isso que eu disse no tópico do site. Os desenvolvedores para Linux devem parar de tentar imitar e portar os softwares de sucesso do Windows, e criar versões inteiramente novas, mas que façam a mesma coisa. Fazer um plugin para um programa proprietário como o Flash por necessidade é trabalhar para a Adobe [bb]e não receber nada.

UPDATE: A Adobe anunciou que irá lançar o Flash 9 para Linux sim, mas apenas no início de 2007. Ou seja, teremos que esperar "apenas" 7 ou 8 meses. Que maravilha…

[UPDATE 2] 3 meses depois de eu publicar este post, eis que a Adobe [bb] lança o beta do Flash Player 9, que pode ser baixada aqui. Eu não testei o plugin, mas a comunidade parece estar dividida. Em alguns funcionou bem, em outros possuía as mesmas falhas do player atual, e em outros chegou até a travar o navegador. Quem quiser instalar pode seguir estas instruções.

Falta de criatividade e plágio, ou "homenagem tardia"?

15 JUL 2006

Oi pessoal, tudo bom?

Interrompi o meu trabalho de atualização do NH18 apenas para comentar o mascote dos jogos Panamericanos.

Para começo de história, eita mas que mascotinho safado heim? Além de não ser nem um pouco original (cuidado, site feio inside), ele lembra descaradamente os personagens da tira virtual Malvados, de quem eu sou fã. Aparentemente o criador levou no espírito esportivo, mas de qualquer forma dá o que pensar, não é mesmo?

Veja só uma comparação criada pelo próprio André Dahmer:

Malvados Pan?

O autor também publicou uma página mostrando outros modelos do personagem símbolo dos Jogos[bb] Panamericanos de 2007.

As tiras dos Malvados e do Emir Saad são muito engraçadas, recomendo a todos este site.

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