
E chega ao fim a mais um ENSOL, evento de Software Livre que acontece aqui no Extremo Oriente das Américas todo ano, a cinco anos. Adorei o evento, como sempre, mas acho que atigimos um patamar em que precisamos realizar algumas mudanças para as futuras edições do evento continuem marcantes.
Aqui vai alguns pontos negativos e minha humilde opinião do que pode ser feito.
- Evento longo demais: o ENSOL foi realizado nos dias 20, 21, 22 e 23 de Julho. Dos quatro dias, três foram durante a semana. Particularmente tive que fazer um esforço muito grande para condensar alguns compromissos da semana na segunda e na terça, adiar outros, e mesmo assim tive que faltar uma manhã para resolver alguns problemas. Sinceramente, acho que não conseguiria, no próximo ano, repetir este processo.
+ Mover o evento para Sexta, Sábado e Domingo, ou para noite durante a semana: Acho que a melhor solução seria retornar novamente o evento para os dias de Sexta a Domingo, pois ficaria muito mais tranquilo para o pessoal que trabalha e tem outras obrigações. Outra opção seria mover as palestras para o período de 18 às 22h, durante os dias úteis. Neste caso acho até que o evento noturno poderia até ocupar a semana inteira. Isso reduziria a quantidade de palestras do evento, mas pelo menos haveria menos buracos na grade de programação por palestrantes faltantes.
- Palestras pouco técnicas: Uma coisa que já me afastou de outros eventos da área e que começou a me aborrecer no ENSOL este ano é o excesso de palestras para o público iniciante, no máximo intermediário. Você vai para uma palestra querendo ver a mágica acontecer, mas na maioria das vezes você tem apenas uma introduçãozinha. Houveram excessões, como a palestra sobre Blender e sobre a Lib Twitter Tools, mas no geral o que você tem é uma apresentação da ferramenta. Claro que não quero uma aula avançada de Lua, por exemplo, mas acho que sempre que possível deveria ser inserido algum elemento prático para deixar as coisas mais interessantes.
+ Mais palestras técnicas, workshops: Esse lance do nível da palestra tem mais a ver com o palestrante que com a organização do evento (eu acho), pois são eles que submetem as palestras e escolhem os temas. Mas eu acho que poderia ter alguns workshops oferecendo mini-cursos, assim o pessoal que gosta de por a mão-na-massa ficaria mais satisfeita.
- Faltou palestrantes internacionais: ano passado tivemos muitos palestrantes internacionais, e isso foi ótimo. Tivemos o criador do PHP, o cara do Joomla!, mais as figurinhas carimbadas do John Maddog e Stalman. Muito legal e ótimo chamariz de público. Infelizmente este ano não tivemos nenhum palestrante vindo de fora.
+ Tragam sempre um palestrante internacional: É claro que falar é muito fácil e existe um monte de fatores que podem atrapalhar a vinda de palestrantes internacionais (principalmente alguém para fazer a tradução), mas a falta desse pessoal tirou um pouco do brilho do evento deste ano.
No mais, o evento está de parabéns, e destaque especial de gordo para o coffee break, coisa que não teve nos eventos passados. Acho só que faltou umas garrafas de café espalhadas pelo ambiente para apaziguar o vício degustarmos entre uma palestra e outra. Fica a dica ;-).
Minha visão para um ENSOL mais interessante
O evento seria realizado em 3 dias, de Sexta a Domingo, e contaria com palestras e workshops acontecendo alternadamente. Por exemplo, de 9 às 10h só teríamos palestras em todos os auditórios, das 10 às 11h seriam workshops em todos os auditórios. De 11 às 12h, teríamos palestras, e assim por diante.
Ou então teríamos palestras e workshops à noite, entre as 18 e 21:50h, durante alguns dias da semana, ou mesmo todos, e no sábado teríamos o dia todo de palestras, juntamente com o encerramento do evento.
É claro, isso é a opinião fecal de alguém que não tem a mínima idéia de quão difícil é organizar um evento desta magnitude. É só alguma coisa que fica legal na minha cabeça.
No mais, o saldo do evento é positivamente positivo, e é sempre bom reunir com os amigos que só tenho a oportunidade de ver em eventos do tipo, como o Paulino Michelazzo e o Karlisson.