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Crítica: O Ultimato Bourne

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Em 2002, ele foi achado por um navio pesqueiro, com dois tiros nas costas, sem nenhuma memória do seu passado.

Em 2004
, ele tenta iniciar uma nova vida com a namorada, mas a CIA o persegue.

Em 2007
, Jason Bourne lembra de tudo, e não perdoa nada.

Ontem tive o prazer de ver a terceira e (possivelmente) derradeira parte da história do espião desmemoriado Jason Bourne, que na minha opinião é o melhor de toda a série.

Na história, Jason Bourne tenta localizar um informante de um repórter, que pode leva-lo à organização e o local onde tudo começou.

O filme tem muitos acertos e poucos erros. Assim como o segundo filme, o filme não se passa em apenas um país. Pelo que eu me lembro, o filme passa pela Rússia, Inglaterra, Espanha, Marrocos, Nova York.

O filme, e particularmente, as cenas de ação foram muito bem dirigidas por Paul Greengrass, que também foi diretor do Supremacia Bourne. As minhas preferidas foram as perseguições a pé: a primeira, na estação de metrô, em que Bourne tem que entrar em contato o jornalista, e ao mesmo tempo despistar a organização Blackbriar. A perseguição pelas ruas e telhados de Tangiers (uma cidade do Marrocos) também ficou fenomenal.

Para fazer justiça, as cenas de perseguição de carro também estavam muito bem feitas. Elas foram filmadas de forma tão interessante que parece que você está envolvido na ação, quase sentindo os impactos.

Um grande mérito de toda a série Bourne é o realismo com que trata a espionagem internacional. Diferentemente de outras séries cinematográficas (e não estou falando apenas dos filmes de outro espião cujas iniciais também são JB), é tudo muito sério, não tem piadinhas, não tem lutas mirabolantes e acrobáticas.

Como ponto negativo do filme, tem algumas cenas que passa tanta informação, que se você piscar, você se perde. Se você for loiro como eu, pode ser que o raciocínio lento decorrente do pigmento capilar atrapalhe o entendimento de algumas cenas da película. :-P

Também teve uma personagem feminina (Nicky Parsons, personagem de Julia Stiles), que ajuda Jason em determinado momento do filme. Eu meio que senti que ela foi inserida para fazer parzinho romântico com o Matt Damon (apesar de não haver nenhum tipo de contato deste tipo), e que em determinado momento ela fica meio perdida no filme. Mas sua participação não atrapalha, apesar de também não ajudar.

Até a próxima!

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Crítica: Duro de Matar 4.0

Yippie-ki-yay, motherfuckers!

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Os anos 80 voltaram com tudo nesta década. Na verdade, me atrevo a dizer que esta década corre o risco de ser chamada de anos 80 2.0, ;).

Hollywood sofre de uma crise criativa a alguns anos. Por isso estamos sendo inundados de remakes, continuações, adaptações, prequéis, etc etc... Uma boa parte é de qualidade duvidosa ou ruim, Mas também estamos tendo boas surpresas, como a volta de Rock Balboa, Transformers (que infelizmente eu não pude assistir), futuramente teremos Rambo, e agora, Duro de Matar 4.0!

John McClaine está de volta, em um perfeito filme de ação dos anos 80, com algumas atualizações. John agora enfrenta uma ameaça virtual e também possui um parceiro mais jovem. Contudo, o mais essencial, John McClaine continua o mesmo. E totalmente deslocado em um mundo cada vez mais digital! Ele é um homem de ação do passado, e o filme faz questão de mostrar isso. Em determinado momento, vemos o que parece um duelo entre o brucutu dos anos 80 contra o herói de ação novo milênio (típico de filmes estilo Carga Explosiva, com muitos saltos e golpes de kung-fu).

Todos os personagens ficaram interessantes e bem posicionados na trama, não ficaram sobrando. Geralmente o personagem ajudante/parceiro, interpretado por Justin Long (estava muito parecido fisicamente com o Thomas Anderson, digo Keanu Reeves), sempre é descartável e só serve de alívio cômico, mas seu personagem estava bem colocado e até servia como um contraste tecnológico para o John McClaine. A participação especial de Kelvin Smith foi muito boa, ele estava quase interpretando a si mesmo no filme, hehehehe ;).

Sobre o roteiro... Bom, que roteiro? hauhusahue. O filme não tem um roteiro muito brilhante, na verdade é uma versão ampliada dos roteiros dos filmes anteriores, mas executa a fórmula bem. Isso significa que vemos o velho John sofrendo o pão que o diabo amassou, sofrendo todo tipo de queda, batida, explosão e ferimento. Como curiosidade, o roteiro do filme foi baseado em um artigo da revista Wired intitulado A Farewell to Arms. Isso já dá uma idéia da "profundidade" do roteiro: um artigo de 2 páginas gerou um roteiro de um filme de 2 horas!

Finalizando, é um ótimo filme de ação, muito divertido, e fiel à série. Bruce Willis está de parabéns, assim como o resto do elenco. Se você tem saudades da década de 80, este filme é imperdível!

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