Como de Praxe, posto aqui minhas opiniões à respeito do 13º Encontro de Web Design, cuja etapa da cidade de Recife (capital de Pernambuco) eu participei. Este foi o primeiro EWD que eu participei, então a única coisa que tenho para comparar são as opiniões dos blogs que eu visito e que participaram dos eventos passados.
Visão geral do evento (organização, estandes, sorteios, etc): De uma maneira geral eu gostei do evento. Foi muito bom encontrar com amigos, ex-professores, ex-colegas de trabalho e muita gente da área que você não conhece. Houveram atrasos nas palestras e outros contra-tempos, mas não lembro de ter parcipado de um evento que não tivesse inconvenientes do tipo. Os atrasos e problemas estavam dentro do esperado.
Várias empresas marcaram presença com estandes: IG, PagSeguro, UOL Host, HostNet, LocaWeb, Tecla, Verisign e CobreBem, além da própria Arteccom com a revista Web Design, todas com seus brindezinhos (geralmente canetas e blocos de anotações, algo sempre útil em eventos - O PagSeguro deu uma bolinha anti-stress e a Verisign uma camiseta) e sorteios. Tive até a sorte de ser sorteado pela Verisign, e ganhei um caneca e um porta-retratos (não, não era digital, era um simples analógico - mas é lindo).
Estivemos bem servidos de água e café. Faltou apenas um lanchinho, mas dada a quantidade de pessoas, eu acho que talvez até que houvesse algum, mas acabou antes de eu perceber sua existência. O único ponto negativo que posso levantar é o espaço pequeno onde os estandes ficaram confinadoos. Apesar de podermos andar livremente pelo Hotel, ninguém se afastava muito, e a maioria das pessoas ficava no cubículo dos estandes. Ainda bem que não levei o notebook, ele seria um fardo pesado, e eu não teria a oportunidade de utilizar.
Palestra 1 - Flashback! (Ronaldo Gazel): A primeira palestra foi bem interessante. Eu sempre achei que nos cursos técnicos e superiores de Web Design, sempre falta uma cadeira de história da arte, para mostrar toda a carga artística e histórica que o Design carrega. Teoria sempre é bom, mostra que criar não é apenas desenhar vetores ou pixels. Apesar do que acabei de dizer, o palestrante diz que algo só é arte porque alguém diz que é. Como exemplo ele mostrou um mictório que foi assinado por um artista e colocou em uma mostra. A idéia que ele quer passar é que não podemos deixar de inovar. Apesar de que para mim, uma privada sempre será uma privada.
O assunto é interessante, mas não nego que é um assunto enfadonho, e muitas pessoas bocejaram durante a palestra, inclusive eu, mas é normal depois que você viaja 2 horas em uma Van.
Tenho algo para reclamar desta palestra e também das outras, e muitas pessoas vão achar que é implicância minha por não curtir a tecnologia. Mas o Ronaldo e outros palestrantes mostraram alguns sites para exemplificar o que queriam passar, e todos eram sites em Flash. Não é que eu tenha realmente algo contra o Flash, mas da forma que se mostra nos eventos, parece que o caminho natural da Web é esta tecnologia, e quem trabalha de verdade com web sabe que não é assim que a banda toca. Ronaldo Gazel falou tanto em criatividade, mas não mostrou nenhum site que não fosse exclusivamente em Flash. Será que ele quer dizer que um site em HTML não pode ser criativo?
Palestra Virtual de 15 minutos sobre o Joomla (Ricardo Accioly): Uma palestra curta, e sem interatividade, mas levantou pontos interessantes que valeriam a pena pensar a respeito. Não uso o Joomla, mas não tenho nada contra o mesmo. O palestrante, Ricardo Accioly da NOIX, falou de alguns tabus e preconceitos a respeito do uso de CMS. Por exemplo, ele disse que o Joomla, assim como qualquer outro CMS moderno, é totalmente flexível e não vai matar ou impossibilitar o layout do seu site. Teve um ponto que o Ricardo não falou, mas tenho certeza que falaria se estivesse ali ou se tivesse mais tempo.
Quando as palestras da manhã terminaram e estávamos saindo para almoçar, comentei com um colega lá que utilizava um CMS, e ele disse que criava os próprios códigos, e que mexer com o código dos outros não era com ele. Não discuti com ele mas notei que este também é um preconceito de muitos desenvolvedores e programadores, praticamente o mesmo levantado pelos designers. Isso é assunto para um post.
Palestra 3 - Saindo da superfície: soluções estratégicas (Irving Suna): Uma palestra bem legal do cara da Fishy. Ele falou que sites não podem ter apenas uma aparência legal, mas também devem aproximar o cliente/marca/produto com o seu público. Nada que já não se sabe, mas é sempre bom ressaltar, especialmente para os que acham que uma carinha bonita é o suficiente para ganhar o cliente. Ele mostrou vários exemplos, tanto de sites de jogos em flash, para meninas, quanto o site do Plaza Shopping.
Pessoas, este artigo se tornou grande demais para escrever, mais tarde eu faço a parte dois!
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1. Ronaldo Gazel*
Marcus, parabéns pelo blog!
Gostei da sinceridade, muito mesmo! Acho inclusive que teria sido muito bacana se você tivesse levantado essa questão - sempre polêmica - do Flash x HTML, na hora das perguntas. Porque nas vezes em que ela foi levantada nas outras cidades por onde já passamos, tivemos excelentes debates!
O Flash, sim, é uma ótima tecnologia. Já bebi - e bebo - muito desta água, e por isso seria natural que dentre os sites que mais gosto estão vários feitos em Flash. Mas tem também o orkut, o twitter (que eu mostrei na palestra) e tantas outras interfaces que NÃO são feitas em Flash, e que também constam na lista dos meus preferidos. Ou seja: eu gosto do que me satisfaz, não recebo um centavo da Adobe para promover o Flash, quando o faço, faço naturalmente porque me foi sempre uma boa opção. Não posso renegar o que me faz ganhar o pão de cada dia. Mas não sou um torcedor de futebol que escolhe uma camisa para defender, e é por isso que, além do Flash, tenho grande interesse pelas demais tecnologias. Simplesmente porque existe a melhor adequação para cada caso. E em ambos é possível trabalhar uma mentalidade artística.
A coisa boa dessa história toda é justamente o mercado poder optar NATURALMENTE pelo que lhe pareça mais adequado. Assim como fazer um portal corporativo usando Flash 100% não me parece uma idéia inteligente, criar games interativos usando HTML + CSS também não me parece a saída mais prática.
Fique à vontade para entrar em contato sempre que desejar! Seu Blog já está na minha lista de RSS, prometo voltar!
2. Marcus VBP
Oi Ronaldo, tudo bom? Primeiramente obrigado pela visita!
Concordo com você, não dá para criar criar jogos com CSS, XHTML. É irreal. Eu sou uma pessoa que é a favor do uso correto de tecnologias, sem cometer abusos.
Eu conheço vários bons exemplos do uso da tecnologia Flash, o único que lembro para citar agora são os gráficos do Google Analytics.
Flash é ótimo para vender um produto, um site como o site da Havaianas, que você mostrou na palestra, funciona muito bem, e tenho certeza que ele não obteria melhores resultados se fosse feito usando apenas CSS e XHTML.
Não sou um grande fã de sites feitos em Flash, pois a maioria dos sites em Flash pecam em usabilidade, e os desenvolvedores não sabem dosar o que estão fazendo, e acabam fazendo um site lento, e nem um pouco agradável.
Pessoalmente gosto de soluções mistas para projetos mais comuns, que façam uso do flash mas que não invalidam o site se o Flash for desabilitado. Por isso eu tomo algumas preocauções, como não produzir o menu do site em Flash, ou pelo menos colocar links alternativos no rodapé do site.
Também assinei seu RSS ;-)
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