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13º Encontro de Web Design: Impressões, parte 2

22 JUL 2008

Continuando o post passado, segue as minhas opniões sobre as palestras da parte da tarde do 13º Encontro de Web Design.

Palestra 4: O mundo é plano, a cauda é longa... e você ainda é o mesmo? (Chico Baldini) - Uma palestra muito boa do Chico Baldini, da W3haus, sobre um assunto deveras interessante, a Long Tail.

A cauda longa

A Cauda Longa é um termo referente à uma parte de um gráfico Popularidade X Produtos onde os dados são classificados de forma decrescente.

Segundo a Long Tail, existem poucos produtos que fazem muito sucesso, e representam uma grande parte do gráfico. Mas existem também uma série de pequenos produtos, que vendem pouco mas tem sua parcela fiel de admiradores, que não podem ser ignorados, pois apesar de pouco populares, juntos acabam representando uma boa parcela do gráfico.

Fotos do 13º EWD

Sua palestra falou que para fazer sucesso e ser bem sucedido, você não precisa estar disputando entre os grandes no "pescoço" do gráfico, mas achar o seu nicho. E se seu nicho for pouco explorado, melhor ainda. Ele mostrou como exemplo a própria W3haus, que após abrir um escritório em Londres, descobriu que existe um nicho na produção de sites voltados para crianças, e foi criada a W3haus Kids.

Esta foi uma das melhores palestras, se não a melhor. Definitivamente, foi a palestra que mais me interessou em saber mais, para tentar aplicar na minha carreira.

Fotos do 13º EWD

Palestra 5: Comunicação Interativa - (Raphael Vasconcelos): Esta foi uma palestra muito divertida, foi a mais aplaudida e provavelmente foi a que mais fez sucesso. Mas ela foi de certa forma polêmica em vários pontos. Raphael Vasconcelos, da Agência Click, falou de como os usuários eles gostam de interação, e que a marca/produto/empresa precisa dar esta interação, e participar dela. Eu concordo com que ele disse nesse ponto.

Só que teve algumas coisas que realmente me incomodaram. Coisas pequenas, mas relevantes. A maioria referentes aos exemplos fornecidos por ele, e da forma que eles foram passados. Tenho certeza que isso é pelo fato que Raphael é Publicitário, e convenhamos, publicitários em geral não entendem o que é internet.

Uma prova disso é que muitas vezes ele se referia a um vídeo como um "site". Ele apresentou vários briefings, e um deles era uma marca de chocolates que queria aumentar as vendas. Então ele mostrou a propaganda que o chocolate vinculava, de gosto duvidoso e até suspeito. E depois mostrou um vídeo sensacional, muito engraçado, onde um gorila tocava bateria. Só isso. Mas chamava muito atenção e é altamente virótico, é evidente que os usuários iriam criar versões remixadas do vídeo. E esse foi o grande sucesso da peça publicitária. Perfeito. Mas isso não é um site. O fato de que provavelmente estava em um domínio na internet e ser exibido no navegador não classifica nada como um site. Se o gorila tivesse sido exibido como comercial de TV (e provavelmente foi)


Outro "site" que ele mostrou foi um vídeo promocional de um carro que não lembro a marca, e o "telespectador" tinha várias opções para tentar desatolar o carro. Definitivamente, muito legal. Muito bem produzidos. A publicidade no Brasil não ganha prêmios internacionais à toa. Só que aquilo não se pode definir como um site.

Vocês devem estar pensando que sou muito chato, mas caras, é meio esquisito ir para um evento de Web Design, e ver o termo web site sendo aplicado de forma tão indefinida e errônea.

O Raphael deu outros exemplos de interatividade nas mãos dos visitantes, como por exemplo um site da Nike (genial) e também um site de vendas de camisas japonês, que ficou muito bom, mas pessoalmente eu não gostei, por motivos próprios.

Mais uma coisa que vou falar da palestra dele, que é para se pensar. Na peça do Carro, ele afirmou que a campanha teve mais de 100 mil e tantas exibições e por isso foi um sucesso, correto?

Não necessariamente.

Não dá para definir o sucesso de qualquer campanha sem analisar os dados mais profundamente. Saber qual o perfil do visitante. Se 80% desses visitantes não tiver capital compatível com o produto, gente meramente atrás de um vídeo engraçado para fugir do trabalho, então na melhor das hipóteses a campanha só fez uma popularição da marca, a tornou conhecida.

Eu confesso que estas impressões são baseadas puramente no achismo. Não sou da área de publicidade e propaganda, sou um tecnólogo. Lido com tecnologia. Posso estar falando um monte de bobagens.

Conclusões finais

Como havia dito na primeira parte da resenha, achei o evento positivo sim, apesar de alguns pontos baixos. Eu ia reclamar que o evento é muito atrelado à parte visual e publicitário da profissão, e esquece de coisas que têm muita importância, como SEO, o aumento crescente do aspecto social da internet, as startups, web services... Mas eu me lembrei que é um evento de WEB DESIGN, então vou ficar quietinho :-p

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